Vice-líder da oposição critica alternativa à anistia e crê em Bolsonaro elegível para 2026

opção à anistia sugerida pelo relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), não agrada à direita. O vice-líder da oposição, deputado Rodolfo Nogueira (PL-SP), acredita que a bancada do partido conseguirá reverter a sugestão de Paulinho e impôr a anistia em votação no plenário da Câmara dos Deputados. 

Ao Café com Política para O TEMPO Brasília, ele também defendeu que a mudança na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a troca da ministra Cármen Lúcia pelo ministro Kassio Nunes Marques, pode ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a se tornar elegível para a eleição.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado, Bolsonaro foi sentenciado à inelegibilidade pelo TSE e, com o acúmulo da sentença da Suprema Corte, não poderá disputar eleições até 2060.

Rodolfo Nogueira avalia não haver outro candidato para a direita. “Temos três opções hoje na oposição e no PL. O primeiro é o Jair, o segundo é o Messias, e o terceiro é o Bolsonaro. Não existe outro nome. Ele é o único que ganha”, analisou.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se disse publicamente candidato à reeleição, mas, nos bastidores, ele é tratado como a opção mais viável para substituir Bolsonaro. Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, também aparece no rol dos possíveis candidatos à presidência.

A movimentação da oposição para viabilizar Bolsonaro inclui duas jogadas importantes: aprovação da anistia no Congresso, contando que ela não será considerada inconstitucional pelo STF, e a reversão da inelegibilidade no TSE. Para Rodolfo Nogueira, a mudança nas penas aplicadas aos condenados por golpe não é suficiente, e nem exequível. 

“Não é função do plenário a dosimetria. Não vamos aceitar outro texto que não seja a anistia”, declarou. O PL articula a apresentação de uma emenda ou de um destaque à dosimetria quando o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), incluir o projeto nas votações do plenário. A ideia é transformar a dosimetria em anistia. 

Fonte: O Tempo